Repertório

2018 – MODO SLEEP

MODO SLEEP é o novo espetáculo da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói. Este é um trabalho de dança, video e teatro do coreógrafo e diretor paulista Alex Soares. A sua narrativa mista de dança, videoprojeções e do teatro físico e falado remetem a um híbrido entre dança e cinema que tem gerado reconhecimento de crítica e público.

Usando a história já conhecida da Bela Adormecida, como ponto de partida temático, a criação deste novo trabalho para a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói concentrou-se em seis semanas de pesquisa intensiva entre uma equipe criativa altamente experiente de designers do movimento, dramaturgia, video, luz, figurino e cenário.

Um caleidoscópio quebrado.

Com Modo Sleep, me foquei em quebrar o roteiro guiado pelos enredos e manter os fragmentos como um visor para o nosso próprio tempo. Ao libertar Aurora, Malévola, Príncipe, Rei e Rainha do enredo e estrutura originais, os convido a ver novas histórias e pontos de vista para uma apresentação multi-visceral com fisicalidade e imagens marcantes.

Através de uma reformulação do trabalho clássico e canônico do conto “A Bela Adormecida”, quis explorar a profundidade e o alcance de nossas emoções mais essenciais e básicas: Amor: Inveja; Aceitação; Rejeição; Preconceitos. Pensamentos e convicções engessadas que estão “adormecidos” a espera de um beijo, o beijo do despertar. Nossa busca por uma afirmação significativa de existência e de quebra de padrões.

Modo Sleep é uma grande reformulação do conto clássico A Bela Adormecida para atores/bailarinos, explorando os tópicos essencialmente existenciais da história através de palavras e movimentos contemporâneos. Um espetáculo evocativo que usa imagens para cativar todos os públicos.

Saia do seu Modo Sleep!!!

Alex Soares

Ficha Técnica:
Direção: Fran Mello
Concepção e Coreografia: Alex Soares
Direção Dramatúrgica: Fabiana Nunes
Produção Executiva: Tenara Gabriela
Coordenação de Produção e Logística: Thiago Piquet
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Cenografia: Natália Lana
Figurinista: Su Tonani
Assistente de figurino: Yuri Horsth
Confecção de Figurino: Avant Première
Fotografia: Jonas Vaz
Projeto Gráfico: Karla Kalife
Correalização: Prefeitura de Niterói
Realização: Associação de Amigos e Colaboradores da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói – AACCBCN


2017 – O INSTANTE DO AQUILO

O INSTANTE DO AQUILO foi criado para iniciar as comemorações dos 25 anos da Companhia Ballet da Cidade de Niterói. É uma obra de dança contemporânea que nos faz refletir sobre o modo como encaramos as situações de muita pressão e como nos libertamos dela, quais são as válvulas de escape que nos ajudam a sobreviver em um terreno hostil. Muraday, o coreógrafo, foi convidado devido a sua experiência pelo mundo com trabalho de dança contemporânea, aborda questões atuais e promove beleza em seus movimentos, sabendo lidar com os diferentes tipos de corpos. Ele trás o diferencial de gostar de trabalhar com artistas de várias gerações e das mais diferentes linguagens, rompendo com a estética histórica da dança onde os bailarinos precisam ter um biotipo pré-determinado.

Ficha técnica
Direção: Pedro Pires
Concepção e coreografia: Chevi Muraday
Figurinista: Chevi Muraday
Confecção de Figurinos: Avant Premiére
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Fotografia: Henrique Pontual
Projeto Gráfico: Karla Kalife
Agradecimento especial: Alberto Velasco
Produção: KBMK Empreendimentos Culturais e Tpiquet Cultura e Arte
Patrocínio: CEG, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro
Correalização: Prefeitura de Niterói
Realização: Associação de Amigos e Colaboradores da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói – AACCBCN
Teaser:


2016 – Pacific

Em Pacific, Phillip Adams apresenta uma investigação em um palco divido em dois onde ele avalia barreiras culturais que podem ocorrer na estereotipação de gênero e exotismos culturais. Nesta colaboração, bailarinos da CBCN se tornam assunto de uma interpretação exótica transformada em seus corpos ao longo de um cortejo de narrativas coreográficas. Para Adams, Pacific visita o carnaval como porta de entrada num comentário sobre conectividade social, cultura queer e aceitação. Em seu processo não ortodoxo, Adams reúne camadas de interpretações ocidentais de sua infância nas Ilhas do Pacífico Sul com referências culturais brasileiras incluindo experimentos com improvisação, televi- são dos anos 60/70 e cultura de cinema popular. Atuando de forma instintiva, esta colaboração se tornou uma impressão nostálgica do Brasil através de danças cerimoniais inspiradas na iconografia do Pacífico. Essas imagens são trabalhadas contra temas coloridos, made in heaven e técnica clássica levando a uma completa fantasia; o colapso sublime para dentro do que é desconhecido. Pacific se tornou uma combinação do “exótico” estruturado através de design, filme, música e movimento. Adams é fascinado por esta entranha colisão cultural transformadas em uma experiência visual onde a platéia se encontra mergu- lhada no puro espetáculo e emoção da obra. Pacific é uma tentativa de fazer com o que é radical uma experiência de aceitação social.

Ficha Técnica
Concepção e coreografia – Phillip Adams
Figurinos – Phillip Adams
Iluminação – Paulo Cesar Medeiros
Colaboração Artística e Fotográfica – Gregory Lorenzutti
Cenário – Phillip Adams, Clebson Prates e Meire Santos
Ensaidores – Fabiana Nunes e Fran Melo
Confecção de Figurinos – Avant Premiére
Confecção de Cenários – Pimpolhos da Grande Rio


2016 – ERRO 404

“ERRO 404” é um código de resposta http usado na internet que indica que o cliente/usuário pode se comunicar com o servidor, mas ou o servidor não pode encontrar o que foi pedido, ou foi configurado para não cumprir o pedido e não revelar a razão. Usando esta ideia como ferramenta, a coreografia percorre os estados corporais do elenco onde se percebe certa “falência” ao tentar sair deste lugar, uma impossibilidade ao seguir em frente sem ter uma razão conhecida.
O desafio deste espetáculo é construir uma obra que mobilize do público seu emocional e que seja intelectualmente desafiadora. Elementos recorrentes também serão o de atingir estresse físico, precisão técnica e forte musicalidade.

Ficha Técnica:
Concepção e coreografia – Alex Soares
Figurinos – Cassiano Grandi
Iluminação – Paulo César Medeiros
Colaboração Coreográfica – Paula Zonzini
Assistente de Coreografia e Ensaiadora – Fabiana Nunes

Teaser:


2016 – Cortex

Cortex é em essência uma peça de dança sem narrativa fazendo, contudo uso das narrativas do corpo. Sobre aspectos das mecânicas do cérebro e a sua reflexão física. Sobre as emoções, impulsos, amor, conflito, contemplação… O diálogo silencioso e visual entre coreógrafo e bailarino… Como diz Jean-Luc Nancy em a ‘Resistência da Poesia’: ‘Eterno retorno e partilha das vozes’.

Ficha Técnica
Concepção – André Mesquita
Movimento – André Mesquita e colaboração do elenco
Música – Cliff Martinez
Edição de som – André Mesquita, Tomás Pereira
Figurinos – André Mesquita e Pedro Pires
Iluminação – Paulo Cesar Medeiros
Assistente de coreografia – Fabiana Nunes
Confecção de Figurinos – Avant Premiére


2015 – Sonho de Uma Noite de Verão

O espetáculo “Sonho de Uma Noite de Verão”, foi concebido pelo coreógrafo brasileiro, naturalizado na França Alex Sander com formação em dança contemporânea, moderna e clássica.
Escrito por William Shakespeare entre 1594-1595 ‘Sonho de Uma Noite de Verão” é uma comédia mágica que mistura a delicadeza dos sentimentos amorosos, a elegância aristocrática e as forças misteriosas, mágicas e encantadas de fadas e de seres da floresta.
Neste espetáculo a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói se lança em um novo desafio: fazer uma adaptação totalmente focada no público infantojuvenil através da dança contemporânea deslocando os personagens para o universo escolar. Um sonho dentro das páginas de um grande livro, uma viagem poética entre a realidade e a imaginação, o humor e a criatividade.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coreografia – Alex Sander
Assistente de Coreografia – Isa Kokay
Figurinos – João Corrêa
Confecção de Figurinos: Avant Premiere
Confecção de Adereços – Mônica Behera Vianna
Iluminação – Paulo Cesar Medeiros
Cenografia – Alex Sander e Recriart Comunicação
Confecção de Cenografia: Avant Premiere
Fotografias e Projeto Gráfico – Karla Kalife
Imagens Video Studio – Prime – Thiago Stauffer


2014 – CASA DE CARII

De acordo com estudos, há indicação da existência de uma tribo indígena denominada “Carii”, que habitava a região da atual cidade de Niterói. Segundo esta versão, “carioca” poderia significar “Casa de Carii” (carii+oka). Ao escolher ritmos cariocas como fonte de inspiração para o seu novo espetáculo, a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói mantem o seu desafio de propor a experimentação de diferentes formas de ver e entender a contemporaneidade sem rejeitar sua brasilidade.
Neste novo espetáculo, a CBCN utiliza a riqueza sonora do ritmo brasileiro juntamente com as possibilidades de sons mecânicos, que a tecnologia hoje nos proporciona, para buscar uma fusão com as nuances e dinâmicas da dança contemporânea. Um exemplo disto é o samba que por si só traz consigo uma pulsação onde torna quase impossível deixar-nos estáticos. Aliar esse ritmo a uma técnica corporal, propor a corpos trabalhados dentro de um condicionamento físico especifico e quebrar as regras destes corpos subvertendo estes códigos nos levam a um resultado bastante inusitado e rico neste espetáculo.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coreografia Gleidson Vigne
Assistente de Coreografia Laura Ávila
Figurinos Handred – André Namitala
Iluminação Paulo Cesar Medeiros
Cenografia Gleidson Vigne e Leo Celin
Composição musical Gleidson Vigne e Eduardo Prado
Projeto Gráfico Karla Kalife


2013 – Romeu e Julieta

Este espetáculo nasceu do desejo de revisitar histórias e temas atemporais, encontrados pela Companhia na obra de Shakespeare, em especial “Romeu e Julieta” – os ingredientes de uma história universal que levou o grupo a refletir sobre seus próprios conflitos através daqueles personagens, e fazer do trágico a matéria prima para a sua mais nova criação.

“Romeu e Julieta”, foi concebido pelo renomado coreógrafo português Andre Mesquita – premiado internacionalmente, cujo trabalho se pauta pela inovação e pesquisa, e criou a coreografia a partir da dramaturgia de Shakespeare, e não da música – inclusive ele não se utiliza de nenhuma das duas obras de Tchaikovsky ou Prokofiev tradicionalmente usadas nas montagens de “Romeu e Julieta”. Mesquita acredita na diversidade, usando variadas composições de diferentes estilos musicais.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coreografia: André Mesquita
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Figurinos: Cássio Brasil
Fotografias e Projeto Gráfico: Henrique Pontual
Assistente de Figurino: Alex Sena
Confecção de cenários: Mônica Behera


2012 – Corda Friccionada

A obra de Luiz Gonzaga permeia o espetáculo Corda Friccionada e nos revela um Luiz Gonzaga idiossincrático onde não apenas interpretou artisticamente o universo cultural do Nordeste como as festas juninas, o forró pé de serra, mas também, se posicionou diante de conflitos como a fome e a seca.

Como um visionário, já se preocupava com temas que hoje em dia são crucias, como a biodiversidade e o ecossistema sem deixar de se preocupar com questões simples, como o galo, a flor,o gato, o cachorro…

Em sua obra, por mais intrínseca e paradoxal tudo ganhava colorido e brilho, afetivamente marcado no imaginário, constituindo, assim, uma memória comum. Um espaço de ser e sentir.

Assim se revela o espetáculo Corda Friccionada num diálogo/encontro onde a reflexão e a poesia, fantasia e realidade se misturam criando uma unidade, onde o passado parece ter esquecido de viver o futuro.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Coreografia: Clébio Oliveira
Iluminação: Bruno Barreto
Figurinos: Cantão
Música: Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, DJ Dolores e Tomás Alves Souza
Arranjos: Ricardo Medeiros
Animação: Red Pill Filmes
Ilustrações da Animação e capa do programa: Thainan Castro
Fotografias: Clayton Figuerêdo, Gregory Lorenzutti e Luiz Ferreira
Projeto Gráfico: Marcos Arruzzo


2011 – OGNAT

ognaT e uma leitura antropofágica do tango dança, antes do tangoter a forma que nós conhecemos hoje em dia. O tango, tantas vezes dançado, por vezes associados a clichês, é visto e pensado nesse trabalho não como uma estética pertencente a uma linguagem específica, mas sim, como uma metáfora daquilo que nos torna ser vivo.

Carne, cheiro, fome, desejo, sabor, sexualidade, comportamento. Movimento. ognaT não é um trabalho apenas para ser visto, penso que seria um trabalho para ser comido, cheirado e tocado.

FICHA TÉCNICA
Concepção,Coreografia e Direção: Clébio Oliveira
Iluminação: Bruno Barreto
Figurino: Clébio Oliveira
Direção de Arte e Projeto Gráfico: Anita Santoro e Mariana Duque
Make up Designer: Chiquinho Morgado
Fotografia: Clayton Figueiredo
Costureira: Angela Ortis
Músico: Rodrigo Godim (percussão)


2009 – Desatino

Em que lugar está a conexão entre dois opostos?
Em que momento deixam de ser opostos para ser a mesma essência?
Esta procura dos opostos e de seus pontos em comum surgiu com uma necesidade de traduzir uma
sociedade de extremo, de aparências e de conceitos enrijecidos, fechando novos horizontes e possibilidades.
Nesse trabalho, venho propor um mergulho dentro de nós, nas águas aprisionadas em nosso
corpo, nossa mente, nosso ser, e fluir como um sonho, podendo ser leve, árido, profundo e sufocante,
mas deixando espaço para:
Um escuro que pareça claro
Um nervoso que pareça calmo
Um molhado que pareça seco
Um ele que pareça ela
Um morto que pareça vivo
Um rápido que pareça lento
Um desatino que pareça sensato

FICHA TÉCNICA
Concepção Cênica e Coreografia – Jorge Garcia
Light Designer – Ari Buccioni
Cenografia – Sergio Marimba
Cenotécnica – Hélice Produções
Figurino – Jorge Garcia
Consultoria de Figurino – Cecília Maculan Adum
Direção de Arte e Projeto Gráfico: Anita Santoro e Eliezer André
Make up Designer – Chiquinho Morgado
Fotografias – Bruno Veiga
Edição de Som – Kim Pereira
Trilha Sonora por – Jorge Garcia
Orientação Teatral – Dudu Gama


2008 – Tempos Líquidos

O espetáculo retrata o homem contemporâneo, fragmentado em sua vontade de liberdade. Um embate com a insegurança, a solidão, a desesperança, e a construção da sua identidade. Uma identidade cada vez mais permeável pelo seu meio, fluidificada por esse ir e vir constante e interminável de informações.
Na trilha de Zygmunt Bauman, a “modernidade líquida”, esta reformatando a construção da nossa identidade, hoje menos sólida, porém mais flexível.

Concepção Cênica, Coreografia e Direção Geral: Ana Vitória
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Montagem de Luz: Art Light
Figurino: Luciana Cardoso
Assistente de Figurino: Marcio Lopes
Cenografia: Sergio Marimba
Cenotécnica: Hélice Produções
Projeto Gráfico e Direção de Arte: Anita Santoro e Pablo Sobreira
Assistente de Arte: Marina Duque
Make up Designer: Chiquinho Morgado
Fotografia: Letícia Vinhas e Allegomes
Edição de Som: Marcelo Neves (Studio de Som)
Trilha Sonora organizada por Ana Vitória